Brexit causa crise histórica no Reino Unido

Nesta semana, o governo britânico sofreu uma derrota histórica no Parlamento. O acordo proposto pela primeira-ministra britânica Theresa May, que previa a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, foi rejeitado por 432 votos contra e 202 a favor. Após o resultado da votação, o líder da oposição, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, convocou uma moção de censura contra Theresa May, com o objetivo de destituir a premiê.

O argumento apresentado para a moção de desconfiança foi que, em dois anos de governo, May não conseguiu elaborar uma proposta boa o suficiente para ser aprovada pela maioria no Parlamento. No entanto, mesmo de forma apertada, a primeira-ministra obteve vitória. A moção de censura, votada nesta quarta-feira, dia 16, resultou na permanência da premiê, com 325 votos contrários à sua destituição a 306 a favor, apenas 19 votos de diferença.

Em declarações, a premiê afirmou que pretende conversar com outros partidos e com a União Europeia para encontrar uma solução possível para todos. O Conselho Europeu já se manifestou e pediu uma posição do Reino Unido, o mais rápido possível, em relação ao Brexit. Diante do impasse, o destino britânico permanece incerto.

Para derrotar o acordo do Brexit, proposto pelo governo, dois extremos se juntaram no Parlamento: tanto os que queriam a saída da União Europeia de uma forma mais “dura”, sem acordo, quanto os que desejavam a permanência no bloco. Um dos pontos críticos de discussão refere-se à situação dos europeus que vivem no Reino Unido e à fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte. 

Conforme o prazo anteriormente estipulado, o Reino Unido teria a saída da União Europeia efetivada no dia 29 de março de 2019. No entanto, com os últimos acontecimentos, outras alternativas estão sendo discutidas, como a renegociação de um outro acordo de saída; a desistência de deixar o bloco, ou até mesmo, há conjecturas da própria renúncia de May do cargo de primeira-ministra.   

Por Gisleine Durigan

Cristiano Feijó